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A ergonomia na movimentação de cargas leves Fonte: www.target.com.br, 19/06/2014

A NBR ISO 11228-3:2014 - Ergonomia - Movimentação manual - Parte 3: Movimentação de cargas leves em alta frequência de repetição fornece recomendações ergonômicas para tarefas de trabalho repetitivo que envolvem movimentação manual de cargas leves em alta frequência. Ela fornece orientações sobre a identificação e avaliação de fatores de risco comumente associados à movimentação de cargas leves em alta frequência, permitindo, assim, a avaliação dos riscos de saúde relacionados à população trabalhadora.

As recomendações se aplicam à população trabalhadora adulta e têm a intenção de dar uma proteção razoável para quase todos os adultos saudáveis. Essas recomendações relacionadas a riscos de saúde e medidas de controle são baseadas principalmente em estudos experimentais sobre carga musculoesquelética, desconforto/dor e resistência/fadiga relacionados a métodos de trabalho. Para a avaliação de posturas laborais, consultar a NBR ISO 11226. Esta parte tem o objetivo de dar informações para todos os envolvidos no projeto e reprojeto do trabalho, das tarefas e produtos.

A NBR ISO 11228, sob o título geral “Ergonomia – Movimentação manual”, tem a previsão de conter as seguintes partes: Parte 1: Elevação e transporte; Parte 2: Empurrando e puxando; Parte 3: Movimentação de cargas leves em alta frequência de repetição. A movimentação de cargas leves em alta frequência (trabalho repetitivo) pode causar dor e fadiga, que podem levar a doenças musculoesqueléticas, produtividade reduzida e coordenação deteriorada de postura e movimento.

Isto pode aumentar o risco de erros e pode resultar em qualidade reduzida e situações perigosas. Um bom projeto ergonômico e uma organização apropriada de trabalho são requisitos básicos para evitar os efeitos adversos mencionados. Os fatores de risco e trabalho repetitivo incluem a frequência das ações, duração da exposição, posturas e movimento de segmentos do corpo, forças associadas com o trabalho, organização do trabalho, controle da tarefa, exigências sobre o resultado do trabalho (por exemplo, qualidade, precisão da tarefa) e nível de treinamento/habilidade.

Fatores complementares podem incluir fatores ambientais como clima, ruído, vibração e iluminação. As recomendações dadas por esta parte da NBR ISO 11228 são baseadas em evidência científica relacionada à fisiologia e à epidemiologia do trabalho manual. O conhecimento é, no entanto, limitado, e as orientações sugeridas são sujeitas à mudança de acordo com pesquisa futura.

E como evitar tarefas de movimentação repetitiva? Convém que tarefas de risco de movimentação manual sejam evitadas sempre que possível. Isso pode ser conseguido por meio de enriquecimento de tarefas, revezamento de tarefas e/ou mecanização/automação dentro da estrutura de abordagem ergonômica participativa.

No caso de movimentação repetitiva de cargas leves em alta frequência, muitas tarefas podem ser modificadas por meio do uso de robótica ou sistemas automatizados de produção. Uma “abordagem ergonômica participativa” significa o envolvimento prático de trabalhadores, apoiado por uma comunicação adequada para planejar e administrar uma quantidade significativa de suas atividades laborais, com conhecimento e habilidade suficientes para influenciar os processos e os resultados para atingir objetivos desejáveis.

Quando a movimentação repetitiva for inevitável, convém que uma abordagem de quatro passos, envolvendo avaliação de risco e redução de risco, seja adotada, de acordo com o ISO Guia 51 e a ISO 14121. Os quatro passos são identificação, estimativa, avaliação e redução de risco.

O primeiro passo da avaliação de risco é identificar se existem riscos que possam expor indivíduos a um risco de lesão. Se esses riscos estiverem presentes, então uma avaliação mais detalhada pode ser necessária. Ao determinar se um ou mais dos seguintes riscos estão presentes, convém levar em conta as orientações para evitá-los.

Repetição: Movimentos repetitivos frequentes podem trazer risco de lesão que pode variar dependendo do contexto do padrão do movimento e do indivíduo. À medida que o número de movimentos aumenta e/ou o tempo do ciclo diminui, o risco de lesão aumenta. Convém que movimentos repetitivos sejam evitados dentro de uma tarefa ou trabalho.

Postura e movimento: Sentar restringe movimentos gerais do corpo, particularmente os das pernas e costas. Isso pode levar a uma carga complexa das costas e dos membros superiores. Ficar de pé por longos períodos de tempo frequentemente resulta em dor/desconforto nas pernas e dor lombar e pode levar a refluxo venoso nas pernas. Posturas complexas que envolvam movimentos combinados (por exemplo, flexionados e tornico) podem apresentar um risco maior (ver NBR ISO 11226).

Sempre que possível, convém que os trabalhadores tenham a opção de variar entre sentar e ficar de pé. Convém que tarefas e operações de trabalho forneçam variações para a postura de trabalho: posturas de corpo inteiro e movimento de membros específicos. Em tarefas de trabalho, convém que faixas extremas de movimentos de articulações sejam evitadas; também é necessário evitar posturas estáticas prolongadas.

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