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Conforto no trabalho: funcionários saudáveis e empresa eficiente Destino Negócio , 29/03/2016

A preocupação com o conforto dos funcionários se tornou, especialmente nos últimos anos, um dos pontos de atenção mais importantes na gestão das empresas. Até mesmo para quem faz home office, sentir-se bem e trabalhar respeitando aspectos ergonômicos tem feito a diferença na saúde das pessoas e no resultado dos negócios.

'Quando estações de trabalho são mal projetadas, elas resultam em funcionários fatigados, frustrados e com dor. Esses trabalhadores raramente serão os mais produtivos, e ainda desenvolverão lesões e distúrbios caros e dolorosos', explica a empresa Ergonomics Plus em seu site.

Há poucas décadas, imaginava-se que, por volta de 2015, o tempo gasto no trabalho seria muito menor. Sonhávamos com um mundo em que as máquinas teriam tomado nossos lugares em muitas tarefas, o que de fato vem ocorrendo - porém, a mão e a mente humana ainda são extremamente necessárias nas mais diversas operações, inclusive nas novas, que foram criadas com o avanço da tecnologia.

O resultado disso é que, com raríssimas exceções, ainda estamos passando muito tempo no escritório ou na estação de trabalho. E com tantas horas dedicadas ao emprego, o conforto passou a ser uma necessidade, além de mais um atrativo para novos talentos.

Conforto previsto em lei

A preocupação com o conforto dos trabalhadores é item tão fundamental que pontos básicos envolvendo o assunto são previstos pela legislação brasileira. As leis trabalhistas atuais, criadas em 1978, têm passado por atualizações constantes desde então, visando a adaptação às condições modernas de cada posto de trabalho.

E a questão conforto é tratada diretamente em vários momentos, como na Norma Regulamentadora 17, que discorre especificamente sobre ergonomia e traz em sua redação pontos como:

- Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição.

- Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação, e devem atender aos seguintes requisitos mínimos.

a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento.

b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador.

c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais.

- Para trabalho que necessite também da utilização dos pés, além dos requisitos estabelecidos no subitem anterior, os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance, bem comoângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador, em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado.

- Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto:

a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida;

b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento;

c) borda frontal arredondada;

d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar.

Ergonomia: detalhes que trazem conforto

Esses pontos acima são apenas uma pequena parte do que a medicina do trabalho abrange. São, por vezes, pequenos detalhes, mas que, se bem observados, podem evitar os sintomas mais comuns de uma estação de trabalho mal concebida, como dores nas costas, nas mãos e punhos, no pescoço e nos ombros.

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